segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Será este início ano lectivo diferente.

Pois é, aí está o início de mais um ano lectivo.

Para muitos, um aborrecimento, mas para tantos outros um verdadeiro entusiasmo. A educação não é mais que um dos pilares fundamentais para um futuro próspero. Obviamente que não concentra em si tudo, mas é na nossa formação que indubitavelmente se baseará o nosso futuro, seja em termos profissionais, seja em termos pessoais.

Segundo uma sondagem Expresso, SIC e Rádio Renascença publicada esta semana, este ano quase metade (47,3%) das famílias teve mais dificuldade na compra do material escolar das crianças do que no ano passado. Acrescenta-se ainda que mais de 20% de todas as crianças que agora começam as aulas numa escola nova tiveram de deixar a antiga por motivos económicos. Perante estes números cumpre-nos questionar: Para que servem os “mega-agrupamentos” se as famílias não tiverem condições para lá colocarem os alunos? E o nosso executivo camarário tem estado atento às famílias mais carenciadas?

Enquanto não forem estabelecidas verdadeiras prioridades como a educação, não serão cumpridos os propósitos duma verdadeira vida em sociedade. Dada a proximidade da população, cumpre ao poder local identificar e auxiliar as famílias mais carenciadas e na medida do possível criar as melhores condições para que seja dada a melhor educação possível aos nossos jovens e crianças e da forma mais simbiótica entre todos. Basta de colónias de férias para uma elite de crianças e de investimentos desadequados as necessidades do concelho como o complexo desportivo. Porque não se criam condições de empregabilidade para os recém-licenciados do nosso concelho? Porque não se adoptam verdadeiras medidas de apoio às famílias carenciadas para a educação dos seus filhos?

Uma última nota, os apoios tornam-se escassos, pede-se ao executivo camarário para cumprir no mínimo os estabelecidos, casos como as bolsas de estudo não atribuídos Não Devem, Nem Podem repetir-se.

Queira-se ou não, nós é que somos o futuro da nossa sociedade, e a ideia de "geração rasca" já se eclipsou há bastante tempo. Cabe-nos, a nós, demonstrar à sociedade o nosso valor, assumindo as nossas responsabilidades enquanto cidadãos, exigindo do poder político uma consciencialização do que nos mais inquieta.

Joaquim Bessa

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