segunda-feira, 18 de outubro de 2010

OLHAR (IM)PARCIAL-Reflexão

Volvido um ano das eleições autárquicas, considero ser relevante fazer uma pequena análise da evolução política do Concelho de Lousada. Fazendo-a por partes, começo por abordar o trabalho desenvolvido pelo Executivo Camarário no seu 1º ano de presente mandato.

Em tempos difíceis, porque também o sabemos reconhecer que são, exige-se, tal como diz o nosso Primeiro-ministro José Sócrates, “…decisão por parte daqueles que têm responsabilidades”, e é isso que se pede a quem dirige o nosso concelho. De tal modo, em um ano, a obra realizada em Lousada foi direccionada apenas para os Centros Escolares e Requalificação do Centro Urbano, enquanto que medidas de combate ao desemprego e á crise no tecido industrial foram esquecidas.

Temos zonas industriais praticamente desertas e outras perderem dia após dia mais fábricas, onde está a captação de investimento? O desemprego, flagelo que se assolou por praticamente toda a zona norte, merecia uma abordagem mais competente e decidida, com soluções que e medidas que alterassem minimamente o panorama actual.

Ao invés da política socialista, o PSD procura não ser apenas oposição de estatuto. Os Vereadores da Coligação, tal como os representantes na Assembleia Municipal, procuram sempre encontra propostas que tornem o Concelho mais competitivo e com melhor qualidade de vida para todos os Lousadenses. Tal aconteceu com a insistência continua sobre a resolução do Plano Director Municipal, situação que continua a ser um entrave para muitos Lousadenses que querem avançar com os seus projectos.

Para além das propostas, estão também os actos! As visitas contínuas às freguesias do Concelho, visam promover o contacto entre aqueles que vivem “mais afastados do poder”, e os que pretendem encontrar quais os problemas que realmente existem e solucioná-los, porque afinal de contas, essa é a função de quem governa. Em alguns casos, benditas visitas!

Assim, anseio nos próximos três anos por um executivo mais dinâmico, criativo e com poder de solucionar, porque mesmo em tempos de crise, é possível fazer trabalho, porque nem tudo depende do dinheiro disponível.

Joaquim Bessa

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