O país vive um momento de perplexidade: haverá Orçamento ou não haverá Orçamento de Estado para 2011? Eis uma questão que povoa a cabeça de todos os portugueses e que tem sido tema de conversa nos últimos dias nas diversas tertúlias do país, nos meandros políticos, nos meios de comunicação, nos cafés e até, quiçá nas paragens dos autocarros.
Este é sem dúvida o tema que interessa, que preocupa, que tira o sono a muito boa gente e que continua a abalar a consciência de outra. E não estava previsto que assim fosse, pois tudo parecia controlado, tudo parecia deslizar sobre rodas, tudo parecia rolar sem qualquer problema.
Mas como tudo na vida não há vela sem senão, e aquilo que parecia reluzir tal qual o ouro perdeu o brilho e eis que a lua passou pelo sol e toda a lábia socialista desabou.
Recordam-se, de certeza que não se esqueceram de como se apresentava o actual governo socialista na sua anterior governação – quando o poder era absoluto: tudo rolava a todo o vapor, pois a economia parecia ajudar e podia-se tapar os buracos negros. Tudo lhe foi permitido. Nessa época de nada valeu à Drª Manuela Ferreira Leite verberar e falar verdade. A voracidade do tempo e da política da falsidade derrotou a mais singela verdade.
Deram-se as eleições e o povo português – inteligente que é – concedeu ao partido socialista um governo minoritário. E desde essa data a verdade face tem vindo ao de cima, o primeiro-ministro sempre que tem de negociar é uma verdadeira via-sacra: foge aos compromissos, não cumpre o acordado, o que torna difícil qualquer acordo.
E tudo isto para falar do Orçamento de Estado de 2011. Este é uma ferramenta económica fundamental para o país.
É já consensual que terá de existir corte na despesa, tal como também defende a OCDE.
No contexto actual de crise económica ainda é mais importante. Assim sendo, é incompreensível que o líder do governo e do PS não chegue a uma plataforma de entendimento com o líder do maior partido da oposição.
Por último, o que não é entendível pelos portugueses (eleitores) é o PS e o PSD não atenderem ao país e sim às suas questiúnculas.
Joaquim Bessa
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